Estimados jogadores e pais da escola de futebol do L.D.C, em primeiro lugar gostaria de dar as minhas felicitações a todos.
Na minha opinião, o ambiente de trabalho no qual ambos colaboramos está sendo excelente, e como os vossos fans número 1 (os vossos familiares que vos apoiam nesta aventura) já notaram os resultados esperados na vossa progressão e evolução técnica, e isso em poucos momentos passado juntos.
Principalmente após o treino de sábado passado, no qual se viu desaparecer o fenómeno comum, chamado “cacho de uva”, o seja, a concentração exagerada de jogadores a volta da bola. A bola tem que ser dividida por cada um de vocês e não ao mesmo tempo, paciência que ela acabará por chegar aos vossos pés. Também notamos uma construção de jogo interessante e umas combinações colectivas que estão se tornando cada vez mais automáticas e naturais.
No meu relatório, também gostava de poder congratular os nossos jogadores de 2003, que integraram com sucesso o escalão superior, demonstrando grande qualidade técnica, combatividade, criatividade e muito entusiasmo.
A decisão de juntar esses 2 escalões, foi tomada após observação, analise e concertação da realidade encontrada dentro do campo, e através solicitações de alguns dos nossos carinhosos pais. Julgamos importante, segundo o nosso olhar, de nos adaptar ao melhor para oferecer a esses jovens talentosos a melhor formação possível, e não atrasar a progressão técnica deles.
A questão de eventuais castigos, também foi abordada por alguns pais. A palavra de ouro da formação que estamos oferecendo é a PEDAGOGIA, e a aprendizagem através de sensações de alegria e prazer.
E que castigos adoptar, se caso for preciso? Flexões e abdominais, como se pode ter ouvido!
Por informação, o crescimento estável e regular de uma criança de idade inferior aos 7 anos é de 5 a 6 cm e de 3 kg em média por ano, a maturidade dos ossos é de crescimento em espessura incompleta, e em comprimento em plena actividade, o desenvolvimento da massa muscular aumenta de forma paralela ao crescimento geral, os músculos têm tonicidade abaixo da normal e a velocidade de contracção é lenta.
O seja, fora dos problemas de coluna (escoliose entre as mais frequentes) devido a uma actividade muscular não adaptada a idade (flexões e abdominais, por exemplo), a escola de futebol do L.D.C., recusa-se em por em risco a saúde e o crescimento natural dos nossos jogadores. Não iremos censurar alguns comportamentos, mas corrigi-los da forma mais PEDAGOGICA possível.
Para concluir, uma palavra acerca dos “2004”; os primeiros passos no campo de futebol, é sem duvida uma grande experienciam emocional, o envolvimento dos nossos mais jovens são grandes e por alguns comentários que ouvi, eles estão se divertindo muito.
Philippe Da Piedade Coordenador da escola
2 comentários:
Antes demais dar os parabéns pelo trabalho até agora desenvolvido,o qual tem sido de grande qualidade , verificando-se um desenvolvimento automático e de uma forma natural por parte dos jovens jogadores, notando-se que alguns por uma ou outra razão se encontravam mais " envergonhados" no ano transacto parecem agora completamente integrados e activos nos treinos.
Quero porém e se calhar ao contrário de outros pais os quais sugeriam a integração dos jovens de 2003 nos treinos de 2002, deixar a minha opinião contrária ,pois não deixando de concordar de que a nível da sua formação será sem dúvida uma mais valia para os mesmos não deixa de afectar o desenvolvimento , formação e integração dos jovens de 2002, para o qual o treino é especificamente orientado e prestes a se tornarem jogadores federados no próximo ano.O escalão de 2002 têm este ano e ao contrário do ano passado mais jogadores (18)o que praticando eles futebol na variável de 7 implica quase 2 equipas e meia, sendo que este ano com a nova competição criada faz com que muitos deles fiquem de fora levando à desmotivação dos mesmos.Mais preocupante se torna quando jogadores de 2002 , ficam de fora no respectivo treino para que os do 2003 joguem, levando ainda a que seja dada pouca atenção a todos visto que o Philippe por mais que queira não deixa de ser só um ,não conseguindo ter a percepção do que todos os jogadores fazem e onde cada um precisa de ser corrigido para evoluir.Seria por isso se calhar mais profícuo juntar os de 2004 aos de 2003 e assim constituir um escalão único para eles pois ainda teriam mais tempo para evoluir por não se encontrarem perto das competições federadas onde só os nascidos no respectivo ano podem participar e para não termos casos como o do jovem Kieran que treinou o ano passado com o escalão acima e este ano por não poder competir regressou ao escalão respectivo.
Esta é somente uma opinião pessoal não deixando de ser partilhada já por alguns e a qual já fiz questão de transmitir tanto a membros da direcção como ao próprio Philippe e não tem o intuito de pressionar para que o meu filho jogue mais ou menos ,somente não quero que a sua evolução/formação se perca por falta de oportunidades e atenção.
Abraço
Sérgio
Caro Phillipe
Quero dar-lhe os parabéns pelo trabalho que tem realizado com estes miúdos, pois além da sua capacidade e preparação técnica que facilmente se percepciona através da assistência aos treinos, nota-se igualmente um grande empenho e paixão pelo que faz.
Como teve a atenção de escrever uma carta aberta dirigida aos pais e pequenos jogadores, gostaria também de lhe deixar, com a maior das franquezas, algumas opiniões pessoais, que não têm mais valor que outras, mas ainda assim sobre as quais gostaria que reflectisse.
Esta fase da vida dos miúdos é uma fase bastante específica, em que importa sobretudo, na minha opinião, valorizar a formação em detrimento dos resultados desportivos imediatos. Felizmente, este ano o Phillipe tem à sua disposição e cuidado um grupo de pequenos jogadores nascidos em 2002 mais que suficiente para organizar treinos animados e profícuos e ainda assim escolher de entre eles aqueles que entender devem ser convocados para participar no torneio que decorrerá em Albufeira.
Imagino que orientar um treino dirigido a 16/18 atletas(número de miúdos nascidos em 2002 que calculo estarem inscritos) não é tarefa fácil e sei que mais dificil se torna quando o objectivo é fazer com que todos melhorem a cada treino.
Acrescentar a este grupo que já é numeroso, mais 5/6 miúdos nascidos em 2003, parece-me prejudicial para os primeiros.
Nesta fase, em termos físicos e psicológicos a diferença de alguns meses faz-se sentir, daí que querer adiantar a aprendizagem e o rendimento dos jogadores nascidos em 2003, ainda que trouxesse vantagens a estes, sempre traria prejuízo aos nascidos em 2002.
Os miúdos nascidos no decurso do ano 2002 têm este ano a última oportunidade pré-competição para evoluirem, de forma a poderem representar melhor o clube a partir do próximo ano em competições oficiais. Ora, parece-me evidente e indesmentível que de cada vez que não é convocado ou não participa no torneio um miúdo nascido em 2002, em detrimento de um outro nascido em 2003, se está a prejudicar claramente a aprendizagem, a evolução e até a baixar de forma acentuada a auto-estima e confiança desse miúdo que foi preterido.
Além do mais, está a ser descurada a carreira da equipa e do clube para o próximo ano, nas competições oficiais, pois são os nascidos em 2002, exclusivamente, que participarão no campeonato de escolas do próximo ano, por isso são esses que necessitam de maior atenção e "rodagem" este ano. A nível escolar passa-se exactamente o mesmo, pois se um miúdo do 1º ano tiver aulas em conjunto com uma turma do 2º ano até pode aprender mais, mas os de 2º ano ficam prejudicados, pois o professor tem menos tempo para dispensar a cada um deles. A ser assim também seria benéfico aos de 2002 treinar em conjunto com os de 2001, aos de 2001 treinar com os de 2000 e assim por diante. As crianças têm tempos próprios e têm todo o tempo do mundo para serem craques se tiverem de o ser, como têm tempos próprios e diferenciados de aprendizagem.
Continuação de bom trabalho.
Nuno Ferro
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